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O Sangue da Igreja

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Hoje, dia 30 de novembro, celebramos a festa de Santo André, apóstolo. Conhecido como o primeiro chamado, pois segui-O imediatamente deixando as redes. Martirizado por volta do ano 60, Santo Agostinho nos assegura que fora crucificado e outros ainda dizem que teria sido em uma oliveira em forma de X.

Existe uma graça muito grande sobre a nossa geração, meus irmãos, pois bebemos da vida dos padres, santos, santas, virgens, papas, leigos que já passaram pela Igreja militante, e hoje estão na glória com a Igreja triunfante.

Somos agraciados, porque temos sangue pulsando em nossos corações. Sangue antigo, mas que se renova dia após dia, na memória que fazemos desses grandes homens e mulheres.

Se no sangue de Cristo fomos remidos, no sangue dos mártires somos impulsionados.

 

O Sangue que corre em nós

Vamos para uma obviedade interessante, o significado de sangue no dicionário:

líquido vermelho, viscoso, que circula nas artérias e veias bombeado pelo coração, transportando gases, nutrientes e elementos necessários à defesa do organismo.”

Ou seja, nosso sangue é aquilo que nos faz viver, quando temos a falta dele ou quando se encontra escasso de algum nutriente, ficamos doentes. Anemia, sangramentos em excesso, leucemia, lúpus e tantas outras.

Enquanto Igreja, nosso sangue é puro. Não nos faltam nutrientes, e por mais que muitas vezes tenhamos alguma hemorragia interna ou externa, nosso sangue continua correndo, pois somos frutos do martírio de inúmeros homens e mulheres.

Até hoje, somos sustentados pela pulsão de sangue que corre através dos séculos, desde a Paixão do Nosso Senhor.

Nada explica tamanha alegria que os mártires sentiram quando estavam próximos dos seus carrascos, é impossível colocar em palavras. Com a unção do Espírito, os maiores tormentos tornaram-se deliciosos e desejáveis!

É muito constrangedor, como diz meu irmão de comunidade: “Isso aqui é  muito alto pra gente!”

Não conseguimos alcançar tamanho gozo, por isso que precisamos degustar dos textos bíblicos, dos ofícios de leituras, das meditações dos santos o máximo que pudermos, esmiuçar detalhe por detalhe para que Jesus nos dê a graça de experimentarmos tamanho amor, e termos nosso coração inflamado como eles tiveram.

 

 

Ser um com Ele

Como o Apóstolo quando viu sua cruz desde certa distância, exclamou:

 “Salve, preciosa cruz, que fostes consagrada com o corpo do Senhor, e adornada com os seus membros como com as mais ricas jóias; alegre e exultante eu vou a ti; recebe-me com alegria entre os teus braços. Ó cruz belíssima, que tanta beleza recebeste dos membros do meu Senhor; eu tenho-te amado ardentemente; há muito tenho-te desejado e buscado com afinco; agora eu te encontrei, e estás pronta para receber a minha alma; recebe-me em teus braços, apartando-me dos homens, e apresenta-me ao meu Mestre; para que Ele, que me redimiu em ti, receba-me também por ti.”

 

Naquele momento, imagino eu que ali já não existia mais diferença, o sangue de André era perfeitamente compatível com o sangue de Cristo.

Era uma só carne, um só coração, um só sangue. A união deles foi selada com sangue, com o martírio.

Dai-nos Jesus o entusiasmo, a alegria, o apaixonamento necessário para que vivamos nosso martírio diário, por hora não sendo o de sangue, fortalece-nos para que vivamos o martírio branco. Ó Santos Apóstolos, nossos pastores, intercedam por nós para que sejamos um com Cristo e assim nos juntemos a todos vós, um dia, na glória eterna do Céus.

Concedei-nos, Jesus, o convívio dos eleitos. Amém!

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