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SAIA DO LABIRINTO

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Se pararmos para analisar, nas nossas últimas adorações comunitárias, Jesus tem falado conosco de uma forma ainda mais clara, com palavras de decisão, avivamento e escolha.

 

Na noite de ontem (18/05/22) o Padre em sua homilia nos lembrava que fazia um ano em que reformamos e reinauguramos a Capela. Jesus dizia e me mostrava quantas curas e libertações aconteceram naquela casa, quantos inícios e fins ocorreram ali diante daquele altar, quantas lágrimas derramadas, mas quanto alegria celebrada. Muitas crianças ali no seio desta casa foram ali geradas, nascidas, batizadas e hoje crescem em estatura e graça ali. Quantas lembranças!

 

 

LUGAR DE PERMANÊNCIA

Enquanto comunidade já passamos por muitos lugares, mas ali naquela capela se deu nosso lugar de permanência, nossa sede, nossa casa que é um verdadeiro lugar do perdão e da festa!

Com tantas lembranças algo incomodava meu coração e o Senhor me dizia que já reconstruiu aquele lugar de forma interna e externa. Mas perguntava se a obra já começada havia se concretizado em meu coração, será que em unidade com aquele lugar eu também fui restituída? As mudanças internas e externas ocorreram? É visível e palpável?

 

SAIA DO LABIRINTO

Há uma palavra de ordem para nós: SAIA do labirinto que suas próprias mãos construíram as paredes, saia de dentro de si e avance a águas mais profundas. O lugar de permanência não se dá encarcerado num labirinto a sós, mas sim em um encontro desejoso e verdadeiro com o Senhor!

Há ainda quem diga… não me entendem, não me acolhem, ninguém vê as minhas lutas.

Na vida de um soldado, nós só conseguimos enxergar as suas lutas, derrotas, força e persistência quando o mesmo está no campo de batalha. Há uma ação! Ele sai, vai para luta!

Talvez se hoje alguém ainda não tenha visto suas lutas, faça um profundo exame de consciência e veja se não está preso neste labirinto trancafiado com sigo mesmo.

 

TARDE TE AMEI, MAS AINDA HÁ TEMPO

Assim como Santo Agostinho proclamava:

“Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!

Tarde demais eu te amei!

Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava fora!

Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas.

Estavas comigo, mas eu não estava contigo. Retinham-me longe de ti as tuas criaturas, que não existiriam se em ti não existissem.

Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez.

Fulguraste e brilhaste e tua luz afugentou minha cegueira.

Aspargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por ti.

Eu te saboreei, e agora tenho fome e sede de ti.

Tu me tocaste, e agora ardo no desejo de tua paz.”

Que a nossa oração seja te buscar mais que tudo ainda que pareçamos caminhar sempre pelos mesmos corredores. E com decisão clamar em alta voz teu socorro. Para que ao chamar nosso nome, as paredes se caiam, nossos olhos se abram, a surdez se rompa e libertos possamos permanecer em ti todos os dias de nossa vida!

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