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A castidade evita a idolatria

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Ou você vive a castidade, ou você se torna um idólatra. Logo, a castidade é uma virtude essencialmente necessária para amar a Deus e adorar somente Ele.

A partir dessa reflexão entenderemos também o porquê que quando casais que não viviam a castidade, terminam o relacionamento, é ainda mais doído e sofrido esse rompimento.

Desejamos um amor infinito

Primeiro de tudo precisamos entender a dimensão do amor humano, ninguém quer amor por apenas dois minutos, ou alguns anos. Pelo contrário, a sede de amor que temos é infinita, não há nada tão eterno quanto o amor.

É só olhar para os casaizinhos apaixonados, eles fazem um para o outro juras de amor eterno, quando querem demonstrar muito o seu amor, eles dizem “eu te amo para sempre”, e não “eu te amo até semana que vem”.

Porém, há um problema, se nossa sede de amor é infinita, nunca nosso parceiro poderá corresponder esse amor, porque todos nós somos finitos. Nós morreremos, e mais do que isso, não amamos a todo momento.

Então é errado buscar esse amor infinito?

Não, mas é necessário buscar no lugar certo, isto é, em Deus.

Só Deus é infinito e Ele não nos ama simplesmente, Ele é O amor, então é nele que está toda sacies desse desejo do nosso ser.

A sacies do infinito

Visto isso, podemos entender o segundo elemento: todo ser humano busca esse amor, ainda que não creia em Deus.

“Aqueles que negam a existência da água ainda estão com sede, e aqueles que negam Deus ainda querem a Ele quando anseiam pela Beleza, Amor e Paz, que apenas Deus é.”

Fulton Sheen

Mas, ainda assim, podemos negar tudo isso, e essa sede latente em nosso peito nos fará buscar isso que ansiamos em outros lugares.

E aqui está o fracasso da maioria dos relacionamentos de ultimamente, que encaram o amor não como Deus, mas simplesmente como sentimento, emoção, sexo.

Em resumo, em coisas finitas e passageiras, até porque sentimento, emoção, sexo,  passam. Mas como a palavra de Deus nos diz, só o amor não passará (1 Cor 13).

Formando deuses

Quando desprovidos dessa consciência, em busca desse amor infinito, o cônjuge ou parceiro se tornam o deus dessa pessoa. Se tornam objeto de culto. O amor da vida delas.

Ninguém consegue suportar viver sem algo que acreditam que dará esse amor que buscam, o amor infinito. Nem que seja uma sacies momentânea.

Pode ser que muitas pessoas vivam uma vida casada e se sentindo saciada por aquela pessoa, mas ainda que seja uma vida inteira, é uma sacies apenas momentânea, a nossa vida é só um momento em comparação a eternidade. E o que adianta alcançar essa sacies aqui? Mas e quando essa vida acabar? E quando o parceiro morrer?

Não estamos isentos

E podemos achar que essa realidade está muito distante de nós, mas não está, isso aconteceu comigo, e quando olho ao meu redor, é o que mais vejo acontecendo. Até mesmo conosco que estamos na Igreja.

Precisamos, existencialmente falando, de algo para suprir o vazio de nossos corações, e não suprindo-o em Deus, supriremos em qualquer outra coisa.

E enquanto o amor suprido por Deus se alimenta pelo próprio Amor que é ele mesmo, ou seja, uma fonte infinita. Pelo contrário se o Homem é colocado nesse lugar, é alimentado pela carne, ou seja, pelo erotismo, por uma fonte finita, esgotável.

A castidade é alimento do amor

A castidade é o alimento de amor daqueles que são supridos por Deus, por isso que aqueles que verdadeiramente vivem a virtude, dizem já se sentirem amados mesmo sem o sexo.

Eu me sinto muito amada pelo meu namorado mesmo sem nunca ter transado com ele, porque esse amor vem de Deus, eu sinto dele e Deus já supre tudo.

O contrário da castidade é o erotismo, que é o alimento da “carne” em busca da sacies desse amor infinito. Aqui a derrota é certa.

O nosso próximo não pode nos dar aquilo que nós buscamos essencialmente falando, o sexo não pode dar isso, entende que não é nem por culpa dele, é só porque não podemos dar aquilo que não temos.

Buscamos o infinito amor em experiências de saciedades finitas na forma humana, como o sexo. O sexo é finito, ninguém tem orgasmo para sempre, e quando o orgasmo acaba, cadê a sacies?

Não somos deuses

Essa é a falácia da promessa de Satanás, ele disse “Sereis como deuses”. Mas só que nessa busca de Deus, no outro que não é Deus, vivemos a insaciedade, a decepção, e por não encontrarmos no outro aquilo que procurávamos, sentimos traídos, enganados e os relacionamentos se acabam, cada vez mais aumentando o número de divórcios.

O pecado contra a castidade é gravíssimo, indo de encontro ao primeiro mandamento (Amar a Deus sobre todas as coisas), ao sexto (não pecar contra a castidade), podendo também ser contra o quinto (não matar), e tanta outras consequências ruins que nos afastam de Deus.

Sem a castidade, eu estou buscando o amor que meu coração anseia em uma pessoa que não pode me dar, isso não é justo para ninguém. Isso só vai ferir a todos.

Por isso, que a castidade é uma virtude tão importante.

A castidade nos transforma em adoradores

Sem a castidade nunca seremos adoradores, sempre seremos idólatras um dos outros, que buscam o amor no lugar errado.

Com tudo isso, se explica porque relacionamentos que não estavam em Deus e/ou não viviam a castidade, doem bem mais quando chegam ao  fim, porque eles não perderam só um namorado ou marido, perderam um deus. Perderam de fato seu tudo.

Quando eu terminei meu relacionamento de muitos anos atrás, onde eu não vivia a castidade, eu senti exatamente isso. A definição de amor que eu tinha depositado na pessoa que namorava era fajuta, e de repente terminamos, foi aí que o amor para mim tinha acabado, pensei em me matar algumas vezes, tudo tinha acabado, porque ele não era só o meu namorado, ele era a razão da minha vida, meu objeto de amor, meu deus.

Que no dia de hoje possamos tomar uma decisão de escolher amar a Deus, e para isso dizer que Ele é a fonte de todo nosso amor!

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