Castidade - Primavera/Verão
Formação, Somos Igreja

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Queridos irmãos, dia 22 de setembro inicia-se a primavera e para a indústria têxtil essa é uma grande e nova oportunidade… E para nós Cristãos, também é uma nova e grande oportunidade!

Em primeiro lugar é preciso dizer que esse texto não tem o objetivo de impor sobre você uma postura, mas sim, te levar a refletir assim como eu pude refletir sobre o tema!

Também é preciso dizer que esse texto se direciona especialmente àqueles que por livre e espontânea vontade decidiram seguir a Jesus Cristo!

Na teoria…

Aos iniciados na caminhada cristã, muito se fala sobre conversão, no entanto, as vezes nos esquecemos de alguns aspectos à respeito disso. O primeiro é o seu real significado:

Ato ou efeito de converter-se, alteração de sentido, de direção. (Dic.)

A partir disso, que na teoria é algo muito básico, é preciso lembrar também que essa suposta conversão não se dá uma única e absoluta vez…

A conversão é um movimento contínuo, diário, e que poderíamos dizer, eterno, e se apresenta de forma gradativa, lembrando que o objetivo final é a vida de Jesus Cristo.

Quando nos “convertemos”, não nos convertemos a uma ideia ou simplesmente a alguma religião, nos convertemos (ou melhor, buscamos a conversão), daquilo que somos àquilo que Jesus É!

Recorremos, ainda dentro dessa temática “conversão” a um dos muitos parágrafos sobre o assunto no Catecismo da Igreja Católica:

§160 Para que o ato de fé seja humano, “o homem deve responder a Deus, crendo por livre vontade. Por conseguinte, ninguém deve ser forçado contra sua vontade a abraçar a fé. Pois o ato de fé é por sua natureza voluntário”. Deus de fato chama os homens para servi-Lo em espírito e verdade. Com isso, os homens são obrigados em consciência, mas não são forçados… Foi o que se patenteou em grau máximo em Jesus Cristo. “Com efeito, Cristo convidou à fé e à conversão, mas de modo algum coagiu“. Deu testemunho da verdade, mas não quis impô-la pela força aos que a ela resistiam. Seu Reino se estende graças ao amor com que Cristo, exaltado na cruz, atrai a si os homens.

Na prática…

Ok… Conceituamos o significado de conversão, mas o que isso tem a ver com “Primavera/Verão”?

Simples… se eu e você entendemos bem o significado de conversão, saberemos que essa época do ano se renova a oportunidade de eu testemunhar Jesus com as minhas roupas, seja onde estiver e com quem estiver.

Você deve estar pensando? Esse é mais um texto chato, cheio de “radicalismo” que não entende o que é ser Cristão em 2018…

Pois eu te digo, sem medo de ser feliz: se você terminar essa leitura em crise ou com algum sentimento não cristão, sugiro 2 coisas: Leve para o seu orientador espiritual, para o seu confessor, para a sua terapia e SE CONVERTA!

Como meditamos acima, a conversão é contínua e diária e passa pela totalidade de nosso ser. Desde os sentimentos e atos mais “notáveis e danosos” como o uso de drogas, sentimento de morte, traição, aos visualmente “menos danosos” como a roupa que eu visto para me apresentar publicamente.

Castidade

Um dos conselhos evangélicos a ser vivido por toda comunidade cristã é o da Castidade. Esse conselho nos leva à virtude da Pureza, aquilo que é limpo, sem manchas, sem mácula.

A pureza não é uma coisa, nem mesmo uma propriedade do real, mas uma certa modalidade do amor, ou não é nada. Há pureza cada vez que o amor deixa de ser “mistura de interesse”, ou antes (pois a pureza nunca é absoluta), apenas na medida em que o amor dá prova de desinteresse: podemos amar puramente o verdadeiro, a justiça ou a beleza, e também, por que não, o homem ou a mulher que está presente, que se dá e cuja existência (muito mais que a posse!) basta para me satisfazer. A pureza é o amor sem cobiça” (Pequeno tratado das Grandes Virtudes).

Devemos obter o desejo de sermos castos, pois o próprio Jesus foi casto! À partir dessa reflexão, devemos trazer tudo isso para o nosso cotidiano!

Ao escolher uma peça de roupa preciso refletir intensamente o que desejo comunicar através dela, e se a resposta for algo diferente de amor e cuidado com o próximo, cuidado, pois a sua conversão pode ainda estar um tanto míope ou mais perigoso, você pode estar tentando imprimir um estilo de conversão adaptado aos seus próprios caprichos!

Como comentei, a conversão é contínua, não se dê por satisfeito ao conseguir vencer alguns pecados ou alguns pensamentos… A conversão precisa ser vivida com radicalidade!

Homens e mulheres, meninas e meninos, talvez você nunca tenha pensado nisso, mas não é para Deus que devemos nos vestir, Ele nos conhece “do avesso”, e tapar uma parte do seu corpo exclusivamente para Ele não significa muita coisa.

É para o outro sim!

Devemos nos preocupar em preservar a santidade, a pureza do nosso irmão (ã), ou seja: sim, é para o outro que você se veste! Não adiante você se preocupar em usar calça comprida e roupas largas para a Santa Missa se fora dela sua roupa está levando a imaginação do seu irmão(ã) para lugares não sagrados!

Mas isso não é um problema meu… Se ele está pensando bobagem, ele que se converta!

Você pode ainda estar com esse tipo de pensamento, mas deixa eu finalizar a reflexão usando um trecho do Carta de São Paulo aos Romanos 14, 15.

“Entretanto, se por causa de algum alimento teu irmão fica contristado, já não procede com amor. Não façais perecer por causa do teu alimento alguém pelo qual Cristo morreu”.

Para que Ele viva em nós

Em outras palavras e sendo bem direto, caso a mensagem ainda não tenha ficado clara. Não tente trazer elementos da vida velha para a vida nova! Se a sua roupa, sua saia, seu biquíni, sua camiseta, sua sunga ou qualquer outro elemento pode levar o seu irmão a se perder, não use!

Simples assim: morra de calor, fique feio(a), mas seja protagonista do evangelho pelo qual você, livremente escolheu seguir.

Para que nós, assim como ocorreu com o nosso baluarte São Paulo possamos dizer, “já não sou eu quem vive mas Cristo que vive em mim”.

Uma santa nova estação para você!

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Rodrigo Fumagalli
Discípulo da CACL

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