Arte e Cultura, Eu Sou Cultura

Insetos interiores

By

Existe uma célula inseto mãe dentro de cada um de nós, doida para se reproduzir e que só precisa de um pouco de alimento para crescer e multiplicar. É sobre os “insetos interiores” que quero falar, com base no poema recitado no disco “Segundo Ato” do grupo musical “O Teatro Mágico”.

Para entender melhor o texto, ouça:

Os Insetos Interiores, chamados também de Insetos Almáticos, são basicamente aquelas coisas que assim como os insetos, perturbam a paz, comem o que não deviam, picam, mordem, transmitem doenças, envenenam… Os pecados!

Os pecados são ramificações da célula rainha, ou seja, do pecado original. São todos quadrados porque suas formas são limitadas e limitantes, não criam nada, mas destroem a Criação, a começar pela obra prima de Deus: O ser humano.

Eles crescem ao passo que nós damos espaço para que se alimente de nós e de nossos sonhos, e nesse processo, vamos ficando cada vez mais limitados e tudo se torna mais distante e capaz de ser impossível.

Insetos Almáticos

Quando o texto diz dos Insetos Almáticos – “Lactobacilos vomitados sonhando espermatozoides que não são” –  me vem à mente todas as ilusões que são geradas.

A gente cai na ideia de que certos pecados são bonitos e podem até ser férteis, gerar vida como os espermatozoides, quando na verdade, não passam de um Yakult estragado e indigesto que coloca em risco estruturas importantes para a vida, como a família.

Na calada da noite, às escondidas, nós nos relacionamos com os pecados, criando grandes feridas na alma. E assim, enquanto escondidos e guardados, os pecados são nutridos e se proliferam como diz o poema “na morte e na merda”. Se proliferam na morte de pedaços nossos e no lodo que o nosso ser vai se tornando.

E então…

Então, a ansiedade e uma certa desorientação vão tomando conta, nós vamos nos esquecendo do tesouro que Deus nos confiou e vamos caindo e nos afundando. A tristeza é generalizada, mas é mais fácil lidar com ela do que romper com os pecados. E então, aqueles que estão nessa situação “não almejam, não alma, já não mais, amor.”

Porém, o Amor vem visitar e se faz disponível para restituir tudo oque se escolheu deixar ser devorado pelos insetos. Tudo começa por uma boa confissão que depois deve ser traduzida em um relacionamento, não mais com os insetos, mas agora, com o detentor da raquete elétrica.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.