Famílias Fecundas
Formação, Sede Fecundos - Pais e Filhos

Famílias fecundas e multiplicadas!

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Hoje trago para o nosso blog o tema “Famílias fecundas e multiplicadas”!

A primeira vontade de Deus sobre o ser humano, sobre cada um de nós, foi: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a…” (Gn 1,28). Esse primeiro pedido atinge a todos nós, tanto na ordem natural da criação como também na ordem espiritual. A esterilidade, a escassez, o avarento, o infrutífero não fazem parte do plano de Deus.

Fecundidade, multiplicação e submissão

O quanto nossas famílias têm sido fecundas? Multiplicadas? Submissas à vontade de Deus? Pois bem, é de se parar, observar e refletir!

Olhando para o nosso redor, nossa realidade atual, podemos ver claramente um mundo impregnado e saturado de tanto egoísmo e individualismo. Isso num olhar geral sobre todas as áreas, seja ela econômica, social, profissional e familiar. Familiar? Sim, familiar!

Há três ou mais décadas não era difícil imaginar qual era o sonho de 10 entre 10 meninas: conhecer um “príncipe”, casar-se na igreja, ter filhos e permanecer casada até à morte. Esse era o ideal de uma vida feliz. E os homens também viam nessa opção uma vida mais estável, segura e próspera. Eles conseguiam enxergar isso dentro do casamento!

É só pararmos um pouquinho e observarmos ao nosso redor ou até mesmo o nosso. Qual tem sido o nosso sonho e projeto? Família está no topo desta lista ou nem entra?

O que encontramos hoje?

Hoje é muito comum encontrarmos famílias com filhos de mais de 30 anos (homens e mulheres) dentro de casa, morando no mesmo teto que os pais. Sabe por quê? Porque as transformações ocorridas na sociedade, como a busca pela igualdade e a posição sócio-financeira fizeram com que muitos sonhos e prioridades mudassem, dentre elas a FAMÍLIA.

Ao invés de casar, que tal se juntar? Ao invés de reconciliar, que tal perturbar? Ao invés de gerar, que tal extinguir? Ao invés de multiplicar, que tal subtrair? Ao invés de filho, que tal cachorro? Ao invés de homem, que tal mulher? São tantos “que tals” facilitadores que o mundo tem oferecido como verdade e liberdade, mas que na verdade são enganadores da felicidade e não fazem parte do plano de Deus. Não geram vidas, não multiplicam, não enchem e não são submissas à vontade de Deus. São escolhas que nos afastam da nossa essência como homens e mulheres, como famílias.

Mundo moderno e o sagrado banalizado

“Precisamos encontrar as palavras, as motivações e os testemunhos que nos ajudem a tocar as cordas mais íntimas dos jovens, onde são mais capazes de generosidade, de heroísmo, para convidá-los a aceitar, com entusiasmo e coragem, o desafio do matrimônio” (AL no 40, cap 2)

Em um mundo tão diferente, tão “moderno”, a família começou a ser ignorada, rejeitada, desvalorizada e negligenciada. Muito fácil de perceber isso… Famílias desestruturadas, famílias compostas por filhos únicos, famílias separadas, famílias com pessoas do mesmo gênero.

O que é sagrado passou a ser banal!

“Ninguém pode pensar que o enfraquecimento da família como sociedade natural fundada no matrimonio seja algo que beneficia a sociedade. Antes, pelo contrário, prejudica o amadurecimento das pessoas, o desenvolvimento ético das cidades e das aldeias” (AL no 52, cap 2).

Ainda dá tempo!

Bom, mas ainda dá tempo de mudar tudo isso, pois as promessas e vontade de Deus não são falhas. Aqui vão alguns pontos que nos ajudam a sermos famílias fecundas e multiplicadoras:

  • Ser testemunhas verdadeiras da Palavra de Deus;
  • Ajudar cada um a crescer como ser humano;
  • Ser evangelizador, isto é, educadora da fé;
  • Preparar os filhos para a vida na sociedade;
  • Estar aberto à vida;
  • Realizar a vontade de Deus.

“A aliança de amor e fidelidade vivida pela Sagrada Família de Nazaré, ilumina o princípio que dá forma a cada família e a torna capaz de enfrentar melhor as vicissitudes da vida e da história. Sobre este fundamento, cada família, mesmo na sua fragilidade, pode tornar-se uma luz na escuridão do mundo” (AL no 66, cap3).

À exemplo da Sagrada Família que mais foi sinal e testemunha de fecundidade, multiplicação e submissão aos planos de Deus, sejamos nós também sinais para nossas famílias e para este mundo! Sede Fecundos!

Natália Andrade Maggio
Discípula da CACL

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