Palavra de Fundador

Somos livres mesmo?

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Em meio a tantas opções, provações e tentações, nos vemos cerceados por uma série de leis, regras, costumes e moralidades impostas por Deus, Cristo e sua Igreja. Leis essas que nos privam da vivência de nossa livre vontade. Como acreditar, então, nesta “tal liberdade”? Somos livres mesmo?

Hoje contaremos com Elba Ramalho para nos ajudar nesta reflexão.

O que é essa “tal liberdade”?

Calma meu povo, não virei herege e nem fã da Elba. Mas fui extremamente tocado por um testemunho dela, que li no Facebook, e como liberdade é o quinto valor de nosso carisma e está pareado com o primeiro que é a verdade, me sinto impelido a refletir sobre.

Sem contar, que como nos ensina o CIC:

“[…]o homem é dotado de liberdade, sinal privilegiado da imagem divina” (1705). 

Mas este é assunto para um outro texto. Vamos às fontes!

Definição

Segundo o dicionário:

“Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem”

Segundo o Catecismo da Igreja Católica:

“A liberdade é o poder, baseado na razão e na vontade, de agir ou não agir, portanto, de praticar atos deliberados; e também “a liberdade torna o homem responsável por seus atos” (CIC 1731,1734).

Então, a liberdade é a soma do direito de querer (vontade/desejo) e de agir (escolher), com o dever de respeitar a liberdade alheia (limites), afinal, aquele velho ditado de que minha liberdade termina quando começa a do outro, é a mais pura verdade independente de fé, crença ou religião.

Vontade + Ação + Limites = Liberdade

Portanto, até aqui comunhão total entre conceito laico e religioso.

A liberdade, segundo Elba Ramalho

Hoje no Facebook me deparei com esta matéria e com o testemunho da cantora e compositora Elba Ramalho. Se quiser ler na integra, segue o link:

https://www.noticiascatolicas.net/2018/08/reencontrei-nossa-senhora-e-voltei-para.html?m=1

Mas vamos ficar com um pequeno trecho que inspirou este excerto:

“Sobre o afastamento de Deus durante a juventude: Liberdade excessiva acaba se tornando uma prisão […] Passei por experiências difíceis e delicadas com droga, com loucura, com abortos, exaltando sempre a minha ‘liberdade’ e meus ‘direitos’” (Elba Ramalho).

Lembram da equação matemática acima? Com base nela, fica claro que para nossa irmã faltou um item da somatória: limite. E portanto, quando falta um dos três elementos básicos a serem somados a equação muda:

Vontade (desejo) + Ação = Escravidão da vontade!

Podemos também traduzir “Escravidão da vontade” como “liberdade excessiva”, ou seja, o uso do direito de ir e vir, segundo o seu bel prazer, sem a preocupação com o dever de respeitar limites, os seus e dos outros.

Quais são e quem determina os limites?

Eis a questão e a descoberta que faz toda a diferença.

É direito e dever do Autor da Vida, do Criador, de garantir que todos os Seus filhos gozem de liberdade, pois sem ela não há vida em abundância.

Ao contrário do que dizem por ai, não somos marionetes nas mãos de Deus e o que nos garante isso são exatamente as leis, regras e orientações dEle, pois se não fossem elas, nos tornaríamos déspotas para nós e para os irmãos.

Sabe aquele outro ditado: quer conhecer alguém dê poder a ele? Pois é! Em suma é justo, bom e agradável que nos submetamos aos desígnios de Deus, afinal, Ele conhece bem o que criou. Sabe de tudo, é onisciente, lembra?

Libertador ou déspota escravizador?

Bom, agora é com você! Tire suas conclusões por si mesmo. Você seria capaz de, tendo um filho, abster-se de ensiná-lo como usufruir bem de seus direitos? Porque então, somos ludibriados a não ensinar sobre os limites? Sobre o porquê das regras e leis?

E mais ainda, porque não ensinamos mais sobre o Autor da liberdade? E o principal, porque não falamos mais sobre a Salvação?

Após termos estragado tudo, escolhendo o pecado, perdendo o livre arbítrio e por fim, a liberdade, o mesmo Deus que negamos e chamamos de déspota, SE SACRIFICOU A SI MESMO, na pessoa de Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Libertador, e nos devolveu novamente o direito e o dever de sermos livres.

Porque? Responda você! Libertador ou escravizador?

Encerro com uma belíssima frase de um dos maiores teólogos da atualidade, Hans Urs von Balthasar:

“Ele (Deus) é a Liberdade infinita, que se torna acessível unicamente por sua própria iniciativa”.

Deixo, também, o breve testemunho da cantora Elba Ramalho, vale a pena assistir. Simples e eficaz. Nas próximas semanas falaremos de livre arbítrio, dos desdobramentos das equações que citamos no texto, da iniciativa de Deus e de como vivemos o valor “liberdade ” segundo nosso carisma.

Não perca! Ou melhor, seja livre!
Fogo de Elias

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