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O risco das preocupações!

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Ultimamente tenho pensado muito a respeito desse tema. No entanto, em minha última adoração ao Santíssimo Sacramento, o Senhor me deu a inspiração de escrever um pouco sobre isso. Talvez esse texto te ajude a identificar também em sua vida esse “costume”, que nos rouba a concreta possibilidade da experiência com a graça da providência e dependência de Deus!

Dar o controle

Quando falamos sobre o exagero nas preocupações, precisamos ter claro em nossa consciência que, indiretamente estamos dizendo ao Senhor que, quem está no controle sou eu, ou seja, geralmente uma preocupação está ligada à incapacidade de encontrar uma solução confortável para determinada situação. Ao me deixar conduzir por essas preocupações, perco a possibilidade de viver o presente como dádiva concreta, experimentando todas as possibilidades que nele (o presente) existem, em especial a de amar e ser amado. Por consequência, começo a gastar a minha vida em uma fantasia ou em uma vida ilusória, afinal, se estamos falando de futuro, estamos falando de algo que ainda não vivi, de algo que concretamente não existe! “Pré-ocupar”, ocupar-se imediatamente de algo futuro!

Ao recorrermos ao Santo Evangelho de Jesus, segundo São Mateus, encontramos no capítulo 6, versículo 34: “Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal.”

Que lindo ensinamento do Senhor Jesus, tão simples, tão valioso e tão pouco praticado por nós!

Um dos desdobramentos dessa inspiração, acerca das preocupações que com certeza o Senhor Jesus já sabia quando proferiu essas palavras aos discípulos, é que, se estamos submetidos à graça de Deus, a cada dia, a cada minuto ela nos alcança e nos purifica! Portanto, se não encontramos as respostas ou soluções para problemas futuros, é um concreto sinal que não estamos no controle absoluto de nossa própria vida, e é nessa hora que temos a valiosíssima oportunidade de nos submetermos à providência de Deus.

O tempo certo

Pensemos brevemente… nós, há algum tempo atrás, teríamos tomado as mesmas decisões que tomamos hoje, diante das dificuldades atuais? Possivelmente não… e sabe porquê? Porque hoje somos melhores do que ontem e piores que amanhã. Claro, se estamos, como mencionado, submetidos à graça de Deus, caso contrário, consumidos pelas preocupações deixamos ela passar e seguiremos mediocremente vivendo.

Eu não quero dizer que precisamos nos esquecer e ignorar o nosso futuro, mas sim, que devemos dar o devido protagonismo a Deus, fazendo valer os ensinamentos que aprendemos no santo evangelho. Não podemos mais viver uma fé infantilizada, é tempo de darmos testemunho, em nosso cotidiano, da escolha que fizemos em assumir o Senhor Jesus como senhor de nossas vidas!

Desde os doze…

Essa dificuldade não é exclusivamente minha ou sua, ela já fez parte da vida dos apóstolos. Vejamos novamente o santo evangelho, agora segundo São Marcos 8, 14-21.
“Eles (apóstolos) haviam esquecido de levar pães e tinham apenas um pão no barco. Ele (Jesus) recomendou então: Cuidado! Guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes. Eles, no entanto, refletiam entre si, porque não tinham pães. Mas, percebendo, ele disse: Por que pensais que é por não terdes pães? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Tendes o coração endurecido? Tendo olhos e não vedes, ouvidos e não ouvis? Não vos lembrais de quando parti os cinco pães para cinco mil homens, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes? Disseram-lhe: Doze – E dos sete para quatro mil, quantos cestos de pedaços recolhestes? Disseram: Sete. Então lhes disse: Nem assim compreendeis?”

Como poderíamos dizer hoje em dia, “eles poderiam ter ficado sem essa”… Que porrada tomaram de Jesus! Mesmo tendo eles experimentado concretamente a providência de Deus, ainda estavam preocupados se haviam ou não trazido pão! Onde os apóstolos estavam concretamente depositando a confiança e/ou o sustento? No pão, no planejamento de como se sustentariam futuramente… então Jesus mais uma vez os faz lembrar quem é o Senhor do pão e do sustento!

Devo clarificar também que, o segredo para uma vida mais livre de preocupações não está em esquecer do futuro, mas sim, em colocá-lo no lugar certo. Os apóstolos poderiam ter se dado conta que não havia pão, e prontamente ter agradecido a Deus pois, em breve seguramente experimentariam, novamente, da graça providente, e em seguida aproveitariam a valiosa presença humana de Jesus!

Cuidado!

O que nós estamos fazendo com umas das maiores dádivas que o Senhor nos permite vivenciar? Faça uma breve reflexão sobre seu dia-a-dia e perceba se está investindo mais energia na ilusão ou na realidade… E mude de postura, converta-se!

Uma das maiores estratégias de satanás, para nos roubar da presença de Deus, é nos fazer viver uma vida ilusória, esteja atento! Não viva o presente, sofrendo as incertezas do futuro. Além de demonstrar uma postura autossuficiente você pode estar caindo em uma armadilha que vai te levar para o inferno! Suas atitudes e postura de hoje, serão refletidas e potencializadas no futuro!

Não seja escravo do futuro, seja livre no presente!

Peçamos ao Espírito Santo que nos ajude nessa luta para amar hoje e agora! E o futuro… como diz o dito popular, “a Deus pertence”.

Para ajudar na meditação:

Graça e Paz,
Rodrigo Fumagalli

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