Foto: Stefano Rellandini/Reuters
Formação, Palavra de Fundador

Justiça e Misericórdia. Santidade Já! O Papa na Irlanda

By

A paz a todos que nos acompanham por aqui e por nossas mídias sociais! Nestes dias, nossa Igreja está passando por momentos delicados, mas muito bacanas e que nos trazem esperança e orgulho. Em tempos de pedofilia, homossexualidade e muitos pecados nesta área humana, nosso Papa esteve na Irlanda não só visitando o país, mas também as vítimas do pecado dos membros da Igreja. Vamos falar sobre o Papa na Irlanda e sobre nossa missão nisso tudo!

Dando a Cara à tapa!

Quem não está acompanhando toda a movimentação midiática em torno da visita que está acontecendo na Irlanda, só pode estar fora do planeta ou no mundo da lua. Nosso Pontífice está lá dando a cara à tapa em nome de nossa Igreja, reconhecendo os erros e pecados cometidos por sacerdotes, bispos e até cardeais.

Quando eu digo que ele está dando a “cara à tapa”, é porque realmente o barato está louco para o lado dele.

Reconhecer erros grotescos e pesadíssimos, pedir perdão de maneira verdadeira e humilde e ainda por cima, não revidar críticas veementes à conduta moral e aos valores da Tradição, não é fácil.

Se fosse só isso já seria pesadíssimo, porém, não é só isso! Muitas críticas e ataques passam para o campo pessoal de nosso pastor. Uma pena, que infelizmente muitos não sabem o que falam e julgam sem conhecimento de causa até hoje. Repetem a cena da cruz, onde o Cristo foi condenado sem merecer.

Calma, fiquem em paz. Não quero jamais comparar o Papa a Jesus, apesar de achá-lo top e com vocação para santo, ele ainda está à caminho e ninguém jamais merecerá ser comparado ao Senhor.

Justiça e exposição!

Como o título diz, queremos justiça e não podemos entender o que está havendo apenas pelo campo da misericórdia, onde tudo se torna aceitável, em prol do amor. Nem tudo é amor, aliás, a maioria do que se vê por aí, não é amor.

É justo que haja reconhecimento do pecado, punição aos culpados, sejam eles quem forem; e a misericórdia de Deus, neste caso, está exatamente nesta conduta de recondução à santidade.

O pecador só deixa de ser pecador e se torna santo quando assume seus erros, se submete às consequências destes erros, mesmo que sejam punições duríssimas, e clama veementemente pelo amor de Deus.

Os pecados, então, são apagados, mas as consequências permanecem e devem ser minimizadas quando se tem poder e consciência para tal. É isto que nosso papa está buscando.

Estamos com o Papa!

Óbvio que ele não dará conta disso sozinho. Precisamos estar juntos a ele, sustentando a batalha espiritual que ele trava diariamente. Assim como as grandes torcidas sustentam cantando seus times, precisamos sustentar a santidade e a coragem de nosso pastor que deseja justiça e quer ver uma Igreja justa, louvando ao Senhor e clamando em intercessão pela vida e integridade total dele.

Vale lembrar, que dificilmente vemos autoridades como esta reconhecerem seus erros, mesmo quando eles estão escancarados na cara de todos. Vide exemplo de nossos queridos políticos. Tenho certeza de que se o Papa Francisco pudesse, repararia com as mãos um a um os nossos irmãos que sofreram e sofrem pela ação de maus pastores.

Não é de hoje!

Zapeando na net vi que tem gente pedindo a exoneração do Papa, porque ele teria acobertado os casos e não agido com imediatismo e celeridade, mas pera aí! Vamos exonerar, então, bispos e mais bispos, porque o problema é geral.

Vamos ter que voltar no tempo e descanonizar papas, e tirar do destaque muitos grandes teólogos, pois os crimes hoje denunciados e assumidos, são antigos, não foram originados neste pontificado.

Vamos atirar a primeira pedra mesmo? Acho que não é o caso! Precisamos sim é acertar a pedra no pecado de vez. Além das visitas e do combate à pedofilia, o Bispo de Madison (Estados Unidos), Dom Robert Morlino nos traz uma pérola para meditarmos. Ele escreve que “está cansado do pecado” e de que o inaceitável seja aceitado em nome da misericórdia.

É tempo de parar de tapar o sol com a peneira e voltarmos ao desejo de sermos santos.

“Não deve haver espaço, não há refúgio para o pecado, nem dentro de nossas próprias vidas nem dentro das vidas de nossas comunidades. Para ser um refúgio para os pecadores (que deveríamos ser), a Igreja deve ser um lugar onde os pecadores possam se reconciliar novamente. Com isso, eu me refiro a todo pecado” (Dom Morlino).

A Carta de Dom Morlino – Santidade Já

Vou deixar a carta de Dom Morlino na íntegra para vocês baixarem, e quero encerrar a reflexão de hoje, te convidando a orarmos e jejuarmos pelos nossos pastores e por nosso Papa. Sozinhos eles não conseguirão! Somos um mesmo corpo que sofre quando sabe de tantos pecados internos e externos.

Unamo-nos, irmãos!

Baixe a carta do bispo, clicando aqui! 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.