Palavra de Fundador

Missionário pode ter salário?

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por Guilherme Maggio –

“Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário.” (Luc. 10, 7)

Eita assunto danado de polêmico. Abro a palavra de hoje, com este versículo, que testifica o direito ao sustento, que possui qualquer trabalhador. No contexto acima, Jesus se dirigia aos 72 escolhidos, que estavam sendo enviados, ás missões de evangelização em Israel, ou seja, aos primeiros 72 missionários!

Mas Guilherme o catecismo diz no parágrafo 2434, que: O salário justo é o fruto legítimo do trabalho. E como mensurar o valor justo, que é fruto de uma dedicação missionária? Primeiro precisamos encarar as missões, como um verdadeiro trabalho. Para que este TRABALHO seja bem desenvolvido, precisamos de dedicação de temporal, intelectual, financeira, dentre outras! Essas condições, muitas vezes, impossibilitam a pessoa enviada, de possuir um trabalho que sirva só para seu sustento, e os frutos de sua evangelização, não são mensuráveis, por que muitas vezes não podem ser vistos, uma vez que são internos, e ou quando aflorados externamente, são expostos longe de quem semeou a mudança.

O grande problema, é que hoje em dia, muitos desejam enriquecer através do evangelismo e do assistencialismo. Artistas e pregadores, que pregam o que não vivem em relação ao conselho evangélico da pobreza, vivendo a falsa teologia da prosperidade, mesmo que inrustidamente! Posso tirar meu sustento da obra? Posso desde que trabalhe duro, afinal o Senhor Todo Poderoso, jamais deixa um de seus filhos passar necessidade! Ou servimos a Deus ou ao dinheiro! E quem serve ao dinheiro, tem uma vida pobre e vazia, pois quem preenche tudo e a todos é o nosso Deus! Viver do evangelho SIM, enriquecer as custas do evangelho NÃO, JAMAIS!

Fico com o conselho de nosso BALUARTE, São Paulo, “vocês sabem como devem imitar-nos, porque nós não ficamos sem fazer nada enquanto estivemos entre vocês, nem recebemos de graça o pão que comemos. Ao contrário, com esforço e cansaço trabalhamos dia e noite para não sermos de peso para nenhum de vocês.” (2 Tes. 3,7-8)

Chega de mercenários do Evangelho, vivamos a justiça de Deus!