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Bravus Race – Percurso de Santificação

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Pra quem não conhece, a Bravus é uma corrida com obstáculos em estilo militar. Em minhas resoluções de ano novo para 2019 inclui participar de uma corrida, e obviamente, essa não era minha escolha de estreia, mas, como por amor conseguimos dar passos mais longos… Com iniciativa e convite do meu namorado embarquei nessa loucura!

Fechamos nossa participação em Janeiro, 3 meses  antes da prova. Meu preparo físico para algo assim era praticamente nulo, mas me dispus a treinar em função dela até lá.

No começo estava comprometida, mas ao longo do tempo fui me rendendo a outros afazeres e cansaços do dia a dia. Conforme o evento se aproximava mais eu temia, estava nervosa, com certos receios e medos…

Sem treinar, na reta final já estava conformada que não conseguiria chegar ao fim. Vivia reclamando e me questionando a cada segundo “como eu topei essa loucura?”.

E definitivamente, fui surpreendida, e bem longe da maneira como eu esperava!

A prova aconteceu no domingo dia 31 de Março. Fomos à Missa bem cedinho, na hora da comunhão fui impulsionada a entregar em honra a Deus este momento que me propus a viver.

Viver a corrida como um momento de união com Ele, eu não entendia direito, não sabia como isso poderia acontecer, só tinha essa vontade, de entregar, de glorificar a Ele através disso e assim entreguei.

 

 

CORRIDA DA VIDA, JUNTOS E SANTOS.

 

A própria organização da Bravus coloca em destaque o quanto são necessários os “laços” para chegar ao final da prova. É uma corrida onde não se chega sozinho, é preciso parceria e ajuda de quem está ao lado.

Apesar da vitória ser individual, de se ter uma medalha para cada um, chega-se ao fim com ajuda ao longo do caminho, soa familiar? “Não é bom que o homem viva só.”

Deus nos fez para vivermos juntos e nos pediu para sempre praticar o bem com o próximo, e esse foi um primeiro sinal para mim (que particularmente sou egoísta e mimada).

Foi dada a largada e logo nos primeiros obstáculos já precisei de ajuda para ultrapassar. Paredes de madeira a minha frente, precisei subir nos ombros de quem corria comigo para conseguir passar e também, sempre estar atenta aos que estavam em volta e se precisavam de uma mão.

Pessoas que eu vi apenas por minutos, talvez nunca mais veja, umas ajudando as outras sem pensar duas vezes ou sem querer nada em troca. Em determinada barreira (a mais alta de todas) um homem estava lá ajudando um atrás do outro a escalar, e outros dois em cima puxando, eles optaram por não avançar na prova e ficar ali ajudando várias pessoas.

Olhemos por um lado cristão, quantas vezes (se é que alguma) eu escolhi ajudar alguém invés de seguir o meu caminho?

É natural do ser humano que sempre nos coloquemos à frente, somos egoístas por natureza, e ainda muitas vezes nos enganamos dizendo ser “autopreservação”, mas será que alguém não empacou em uma barreira porque eu não “fiz um pezinho”?

 

BRUTUS, CAMINHO DO CALVÁRIO.

 

Mais à frente, um obstáculo chamado Brutus, você chega e se depara com um montante de pedaços de troncos de madeira e deve escolher um (ou mais) para carregar por uma determinada distância.

Havia madeiras mais finas e leves, outras mais robustas e consequentemente pesadas, você fica livre para escolher qual quiser, poderia ser um momento de alívio, mas vi como uma oportunidade de não fugir pelo caminho mais fácil (que muitas vezes é o que eu faço).

Mas também não escolhi algo fora da minha capacidade (e Deus é bom assim conosco, nos permite fardos possíveis), então apanhei um tronco razoável para mim e segui com ele nos ombros.

Durante este curto percurso eu só conseguia pensar em Jesus carregando sua Cruz até o calvário. Rezei para que aquele momento fosse transformado em união. Era o ponto alto do meu dia!

Pedi que eu estivesse sendo posta junto a Jesus na cruz. Refleti o quanto Ele me ama e escolheu passar tudo aquilo por mim. Pois bem, eu também naquele momento escolhi passar aquilo para me juntar mais a Ele.

Logo os ombros começaram a pesar e eu pensava “Jesus é o meu próprio Cirineu”. Nele tenho ajuda para carregar qualquer fardo. Jesus é meu próprio João! Ele estará junto comigo até o fim, em tudo!

 

PENITÊNCIA REAL DE VIDAS REAIS

 

Em outro certo obstáculo que eu não consegui cumprir, tive que pagar uma penitência: haviam galões grandes cheios d’água e precisei carregar um deles por determinado percurso.

Enquanto cumpria essa penitência momentânea de uma prova qual eu escolhi participar, pensei em todas aquelas pessoas que não possuem água em suas casas nem próxima delas.

As pessoas que passam sérias necessidades e precisam caminhar por muitas vezes quilômetros até um local com água, que na maioria das vezes nem potável e limpa é.

Aquele meu momento é a vida de alguém. E ali, enquanto caminhava, rezei uma ave Maria e um Pai Nosso por essas pessoas. Quantas vezes não percebemos no “simples” o quão agraciados somos todos os dias? Temos teto, água, comida e tudo bem próximo e bom para nós.

Em alguns outros momentos pude perceber a presença e graça de Deus, mas estes foram os mais marcantes pra mim!

Por fim, a chegada, não estava tão cansada quanto eu imaginava, aliás, eu que nem imaginava chegar ao fim. Passei a linha final e me senti muito feliz, foi uma grande conquista, mais que física, espiritual. Me sentia feliz, me sentia com Deus!

 

A RECOMPENSA NO AMANHÃ

 

Na segunda-feira acordei (como esperado) cheia de dores, marcas e cansaço, mas com o coração novinho! E digo, eu amo Deus todos os dias, mas na segunda-feira eu estava apaixonada.

Tive um dia de estado de graça contínuo, passei o dia inteiro sentindo a presença de Deus e isso foi um marco na minha vida espiritual, foi a primeira vez que me senti tanto tempo pertinho de Jesus.

E claro, as lições que ficaram marcadas também em mim e partilho com vocês, olhemos mais a luta dos que nos rodeiam, ajudemos de graça, podemos facilitar o caminho da vitória de alguém.

Rezemos por todos que passam necessidade e sempre que possível, ajudemos essas pessoas, seja com doações físicas ou espirituais! Mas acima de tudo, nos crucifiquemos com Cristo, vale a pena correr esse percurso, a medalha da eternidade será entregue pelo próprio Amor!

Para ler mais textos, acesse: https://blog.cristolibertador.com/

Tawani Scapuccini, Seguidora da Obra CACL.

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