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A morte que gera vida

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Foto: Bruno Melo – PASCOM Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Irmãos, vivemos em tempos difíceis em nosso país, estado e igreja. Muita morte acontecendo, e o mundo inteiro que está recluso dentro de casa.

Confesso que essa realidade de encontrar as igrejas fechadas gera um impacto muito grande em nós, que somos a igreja militante, aquela que está nessa terra trilhando o caminho para buscar a santidade.

Como os primeiros

Quando me deparei com essa imagem da igreja fechada, logo me veio uma grande lembrança do livro dos Atos dos Apóstolos, que relata uma grande jornada de tamanhas lutas que os primeiros cristãos precisaram enfrentar e que independente da situação eles não negaram Jesus.

Foram fiéis assumindo com toda responsabilidade e seriedade o chamado para santidade.

Se olharmos com atenção para a vida dos primeiros cristãos podemos nos deparar com o grande compromisso de fidelidade que eles tinham com o projeto de Deus.

Um dia, escutei essa frase do meu fundador “Para que fosse possível a salvação, foi preciso que um entregasse toda a sua vida”.

É impossível olhar para a vida dos primeiros e não ver uma entrega genuína e um compromisso ardo de fidelidade, compromisso esse que levou homens e mulheres a entregar suas vidas para que outros tivessem vida, como eu e você.

Um compromisso de fidelidade

Este é um tempo propício para que nós possamos refletir sobre o nosso compromisso de fidelidade com o projeto de Deus.

Como anda o teu compromisso de fidelidade com tua vocação? Com a sua família? E em suas amizades e relações?

Pode ser que em meio a tantas informações que lhe são apresentadas, hoje você acaba se desesperando e até mesmo esquecendo do seu compromisso, e dessa aliança que você fez com Deus através da vocação universal que é a da santidade.

Mementus Morti

Acredito que um dos melhores cenários para examinar se estamos cumprindo com esse compromisso de fidelidade é o da morte.

Um dia escutei que alguns monges se cumprimentam dizendo “mementos morti” que quer dizer: lembre-se da sua morte.

Infelizmente, estamos vendo através dos meios de comunicação números absurdos de pessoas morrendo por conta do COVID-19.

E qual é a nossa postura quando nos deparamos com essa informação?

Nós ficamos desesperados e alienados com tudo isso? Ou buscamos uma postura de prudência para equalizar as informações e tudo aquilo que esta sendo falado?

Não é segredo para ninguém que um dia eu e você vamos morrer, estava refletindo aqui sobre isso, se a morte chegasse aqui na minha casa hoje como ela me encontraria?

Talvez de pijama furado? Ou com dor de barriga pelo fato de ter comido à beça por conta da minha ansiedade? Talvez desesperado por conta das notícias?

Ou pelo contrário, e se ela me encontrasse amando e servindo os meus? Que por muitas vezes eu os desprezo através das minhas atitudes e posturas, e melhor ainda e se Ele me encontrasse arrumado e com um coração ancorado na esperança que vem de Deus?

Na certeza de que depois da noite escura vem à manhã e depois da cruz vem à ressurreição, E que tudo isso vai passar!

Examine como andam os teus compromissos de fidelidade na tua vocação, família, relações, amizades e trabalho.

E se a morte chegasse aí sua casa hoje como ela te encontraria?

Que Deus te abençoe e te ajude a ser fiel a todos os teus compromissos.

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