Formação, Palavra de Fundador

A equação que mede se somos livres!

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A paz do Cristo Libertador, filhos, filhas, amigos e amigas deste carisma. Vontade, ação, limites, eis o centro de nossa meditação hoje. O que foi prometido é o que falaremos hoje. Lembram-se da equação que mede se somos livres?

Vontade (desejo) + Ação (atitudes) + Limites (leis, regras) = Liberdade

Podemos usá-la e sabermos se somos livres ou não. Falo no sentido humano, laico e também cristão. Ou seja, equação universal!

Em resumo, mesmo que você seja muçulmano, budista, hinduísta, espírita, você é humano com certeza e, portanto, a equação pode ser utilizada. É só ter coragem e disposição. Bora lá?

Escravidão da Vontade

Já falamos da falta de limites no texto anterior, clique aqui para ler.

Vontade (desejo) +Ação (atitudes) = Escravidão da Vontade ou Liberdade Excessiva

Apenas para reforçar, estamos vivendo em um tempo onde o prazer é extremamente valorizado e o corpo, o nosso corpo, é considerado a principal fonte de prazer, a ponto de perdermos completamente o senso de como nos portarmos frente à dádiva do sexo, da geração da vida e do relacionamento com o sexo oposto.

(CIC 1740): Ameaças à Liberdade. O Exercício da liberdade não implica o direito de tudo dizer e fazer [..]

Mas não vou me alongar, dê uma lida no texto do Geração Eleita da semana passada, é só clicar aqui!

Passividade, Omissão, Comodismo

Mas e se tirarmos a ação da equação? O que rolará? Equilíbrio perdido mais uma vez:

Vontade (desejo) + Limites (leis e regras) = Passividade, Omissão e Comodismo

Somos feitos de desejos bons e ruins, os limites nos ajudam a ponderar aquilo que pode ter vazão ou não, porém, quando o filtro é realizado, mas o fruto da vontade, do desejo, não é colocado em prática, dá-se espaço para o comodismo, para a passividade e em casos mais graves, para a omissão, o que se constitui em pecado grave.

Precisamos em nossa caminhada humana, de vida, adquirirmos força para agirmos sempre em favor do Sumo Bem, Deus, e em prol de Sua vontade que quer o bem dos irmãos e nosso também.

Se somos coniventes com ações injustas, não nos mexemos frente à necessidade dos que estão às margens, não podemos nos dizer cristãos:

“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tg 4,17)

Fanatismo, fundamentalismo e hipocrisia

Ação (atitudes) + Limites (leis e regras) = Fanatismo, fundamentalismo e hipocrisia

Quando o item excluído é a vontade, lascou-se também! Somos seres de desejo e se o negamos, não temos a mínima chance de sermos felizes, e estamos bem longe de sermos a bela criatura que Deus sonhou.

Falando em termos laicos, humanamente, não há como ter uma vida inteira negando desejos. O caminho será escuro, curto e levará à morte.

Essa equação incompleta acontece sempre que impomos regras aos outros e a nós, e exigimos ações sem respeitar a vontade alheia.

Poderíamos até chamar isso simplesmente de Escravidão Pura. Lembram do doloroso tempo da senzala? Imposição, punição e zero de vontade própria. Desastre!

Escravidão fundamentada em base religiosa, então, que perigo, que nojento. Lembram-se dos fariseus da época de Jesus? Não todos, é claro, mas muitos usavam a lei para manter suas regalias em detrimento da maioria (Cf. Mt 23).

Hipocrisia, impor a outros a obrigação de se fazer algo que você mesmo nem sonha em fazer. Neste caso, ignorar os desejos, a humanidade alheia, em benefício próprio ou de um grupo restrito de pessoas. Pecado gravíssimo! Impedir o irmão de ser humano é matá-lo.

Resultado

Bom, e ai? Em qual destas equações você se encaixa? Óbvio que existem mais variantes, essas são apenas três possibilidades ruins que o Senhor me inspirou a exortar geral.

A questão toda está em sabermos, em admitirmos, que para sermos livres precisamos estar sempre buscando o equilíbrio entre vontade, ação e limites.

E para nós cristãos, tudo isso é permeado pelos valores deste Cristo que chamamos de Mestre e Senhor.

(CIC 1744) A liberdade é a capacidade de agir ou não agir e, assim, de realizar por si mesmo ações deliberadas. Atinge a perfeição do seu ato, quando está ordenada para Deus, supremo Bem.

Avalie-se e seja livre, pois foi para liberdade que Cristo nos libertou!

Fogo de Elias

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