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Silêncio

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Bom hoje gostaria de partilhar com vocês sobre o filme “Silêncio”, e sobre o engano, a mentira que ele propaga com sua “piedosa” reflexão sobre o sofrimento alheio.

Resumo do Filme

O filme começa com um prólogo do jovem padre jesuíta português Cristóvão Ferreira, testemunhando a tortura mortal de cinco missionários. O padre é desamparado na presença de autoridades japonesas que realizam a tortura para tentar ajudar seus colegas de qualquer forma.

Alguns anos depois, no St. Paul’s College, em Macau , um padre jesuíta italiano, Alessandro Valignano , recebe a notícia de que Ferreira renunciou à sua fé no Japão depois de ter sido torturado. Incrédulos, os alunos portugueses de Ferreira, os padres jesuítas Sebastião Rodrigues e Francisco Garupe, partiram em busca dele. Kichijiro, um pescador alcoólatra que fugiu do Japão para se salvar, concorda em guiá-los.

Chegando ao Japão na aldeia de Tomogi, os padres estão desalentados ao encontrar populações cristãs locais que são levadas à clandestinidade. Ambos os padres ficam chocados quando um samurai que procura por cristãos suspeitos, a quem os aldeões chamam de “Inquisidor”, prende alguns dos aldeões a cruzes de madeira na costa do oceano, onde a maré finalmente os afoga. Os corpos são então cremados em uma pira funerária que os sacerdotes entendem que é feito para impedir um enterro cristão. Garupe parte para a ilha de Hirado , acreditando que é a sua presença que leva o shōgunate a aterrorizar a aldeia. Rodrigues vai para Gotō Island , o último lugar onde Ferreira viveu, e encontra-se destruído. Vagando por Gotō, ele se debate se é autocentrado se recusar a se retratar quando isso vai acabar com o sofrimento dos outros. Ele finalmente se reúne com Kichijiro, que o trai para as mãos do samurai. Um velho samurai, que antes acompanhara o “Inquisidor” para Tomogi, diz a Rodrigues que outros cristãos capturados sofrerão, a menos que ele renuncie à sua fé.

Rodrigues é levado para Nagasaki, onde é preso com muitos japoneses convertidos. Em um tribunal, ele é informado de que a doutrina católica é um anátema para o Japão. Rodrigues pede para ver o governador Inoue Masashige, que ele descobre, para seu desalento, é o velho sentado diante dele encarregado do processo. Rodrigues é devolvido à prisão, e Kichijiro logo chega a ser preso também. Ele explica a Rodrigues que os funcionários da corte o ameaçaram para trair Rodrigues. Kichijiro então diz que é cristão e pede para ser absolvido de sua traição por meio de uma confissão, que Rodrigues relutantemente lhe concede. Mais tarde, ele é libertado após ser instruído a pisar em um fumi-e , um ato que simboliza a rejeição da fé. Mais tarde, Rodrigues é trazido sob guarda para a costa para aguardar alguém. Ao longe, ele testemunha Garupe e outros três prisioneiros se aproximando na costa sob guarda separada. Ainda à distância, os outros três prisioneiros são levados para o mar em um pequeno barco e estão prestes a se afogar do barco um a um como um incentivo para que Garupe renuncie à sua fé. Rodrigues é contido pelos guardas em terra enquanto observa Garupe se recusar a apostatar. Ele então vê o desesperado Garupe afogado ao lado dos outros três prisioneiros quando ele tenta nadar no mar tentando resgatar o último prisioneiro de se afogar.

Depois de algum tempo, Rodrigues é levado a conhecer um Ferreira mais velho. Ferreira diz que cometeu apostasia enquanto era torturado, e afirma que depois de 15 anos no país e um ano no templo, ele acredita que o cristianismo é fútil no Japão. Rodrigues repudia, mas Ferreira é implacável. Naquela noite, na cela de sua prisão, Rodrigues ouve cinco prisioneiros cristãos sendo torturados. Ferreira diz que eles já apostataram; é a apostasia de Rodrigues a demanda japonesa para ceder e libertar os prisioneiros. Como Rodrigues olha para um fumi-e, ele ouve uma voz interior de Cristo dando-lhe permissão para pisar nele, e ele faz.

Anos depois, após a morte de Ferreira, Kichijiro pede a Rodrigues para absolvê-lo novamente, mas Rodrigues se recusa desta vez, dizendo que não é mais padre. Durante essa cena, a voz interior de Cristo é ouvida novamente, dizendo que Ele nunca esteve em silêncio. Rodrigues diz que, mesmo que Deus estivesse em silêncio, foi nesse silêncio que ele ouviu a sua voz. Alguns anos depois, Kichijiro é pego com uma bolsa que ele afirma ter ganhado enquanto joga, que contém um amuleto religioso proibido que ele nega pertencer a ele. Ele é levado e nunca mais ouviu falar.

Depois de muitos anos de vida no Japão com uma esposa local e sem o menor sinal de adoração cristã, Rodrigues morre. Ele é colocado em um grande caixão redondo de madeira, e seu corpo é cremado, conforme a tradição budista , bem como, postumamente, é dado um nome budista . No entanto, na mão dele está o crucifixo minuciosamente feito que foi dado a ele quando ele veio ao Japão pela primeira vez.

Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sil%C3%AAncio_(filme)

A onde está o engano?

O engano nos é apresentado quando o padre  Rodrigues, após muito tempo sustentando a sua fé, se dobra aos torturadores e nega Jesus Cristo, para que então, os torturados sejam libertos. E o pior, tudo isso sendo ratificado pelo próprio Cristo, que através de uma voz em sua consciência o autoriza a O negar.

Esta situação causa um desconforto gigantesco em quem assiste o filme, e de imediato, por mais que você seja alguém firme na sã doutrina da Salvação apresentada pela Igreja Católica, é bombardeado por questionamentos interiores.

Até que ponto devo sustentar a verdade de fé que professo? Sobretudo quando o sofrimento é real, e não é meu, mas sim do outro, que aparentemente está sofrendo por culpa das minhas convicções. E pior, será que Cristo deseja que os irmãos sofram por uma simples sentença de fé? Será que para salvar a vida alheia não vale uma mentira, neste caso?

Mentira, confusão e dúvida são semeadura de Satanás.

Não é fácil sair deste engodo. Afinal, ninguém gosta de sofrer, e muito menos de fazer sofrer, e menos ainda ver Cristo fazendo alguém sofrer, isto, obviamente se você é normal psicologicamente falando e não um sádico.

A confusão está em não julgar bem a realidade dos fatos e argumentos apresentados. No filme, a culpa do sofrimento não é do padre Rodrigues e de sua fé, mas sim do governo japonês que deseja, pela violência, erradicar a fé católica de seu Império. Eles eram os culpados. Mas Satanás, o acusador mentiroso, faz eu e você crermos que somos a fonte do sofrimento e da dor.

Se não bastasse isso, ele (Satanás) nos faz crer que aquelas pessoas estão morrendo por culpa de Jesus, e que Cristo autoriza a negativa de Si, para que então haja vida. Aí eu te pergunto:

Onde fica a história de quem perder sua vida por causa de Cristo irá ganhá-la (Mc 8,35)? E a ideia cristã de imortalidade da alma? E de que a vida, para nós cristãos, não se resume a esta experiência material, mas vai além dela? E a salvação que Cristo pagou a um alto preço, por cada um de nós? E o que São Paulo escreve aos Colossensses, de que ele desejava completar a cruz de Cristo com seu sofrimento (Col 1,24)? E os santos e mártires mortos por amor a Cristo e o evangelho? Eles morreram inutilmente? Porque Cristo não os liberou para negá-lo, se isto os traria vida?

A sutileza de Satã para impedir a Salvação

Imagino que para bom entendedor o recado já deva estar claro. O que está em jogo e em discussão no filme não é o sofrimento alheio. Óbvio que Jesus não quer que seus filhos sofram, mas o que Ele deseja mesmo com toda sua força, sangue e água jorrados na cruz, é que sejamos salvos. Entre não sofrer ou ser salvo, é claro que a escolha deve ser a salvação.

Os evangelhos canônicos, a doutrina católica e o magistério nos ensinam, que a Salvação é graça, porém ela exige de nós uma resposta de fé verdadeira, concreta, interna e externa, íntegra, porque a Verdade para nós não é uma palavra, um conceito, um simples valor, ela é uma Pessoa, Jesus Cristo.

A salvação é única e exclusivamente uma iniciativa de Cristo, Ele nos salvou e nos salva. Os santos não salvam ninguém com seus sacrifícios. Eles apenas respondem sim, se configurando até a morte ao Senhor. Como então uma negativa poderia salvar alguém? É satânico crer que o padre apóstata salvou alguém com sua atitude. Ele garantiu algum tempo a mais nesta vida. Mas e a salvação? E a alma? E a vida eterna?

O sangue dos mártires é a semente dos cristãos (Tertuliano)

Se o padre Jesuíta tivesse sustentado sua fé, ele garantiria sua salvação, e ainda daria chance, pelo seu testemunho, para aqueles japoneses se arrependerem no último instante, e assim recobrarem vossa fé, garantindo assim a salvação para si também.

Como nos ensina São Tiago:

“[…] saiba que aquele que reconduzir o pecador desencaminhado salvará sua alma da morte e cobrirá uma multidão de pecados” (Tg 5,20).

Os santos mártires de nossa Igreja são lembrados até hoje, e o seu testemunho fomenta inúmeras conversões e a santificação de muitas outras almas. Já a negação do padre do filme não inspira ninguém, apenas desmerece o sacrifício de Cristo na cruz e gera um relaxamento moral e testemunhal em um mundo cada vez mais cético e frívolo.

“Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” (Rm 10,9).

Com salvação não se brinca

Eu já dei meu testemunho aqui sobre como fui enganado pela trilogia “Batman – Cavaleiro das Trevas”, lembra:

http://blog.cristolibertador.com/o-cavaleiro-das-trevas/

Pois bem, cuidado, tudo o que o Capiroto não quer é a sua e a minha salvação. Contra Deus ele não pode nada. Não há disputa entre Deus e o diabo. Um é Deus, o outro é criatura. Agora pela minha e pela sua alma, existe uma disputa ferrenha, e como em um jogo de xadrez, qualquer movimentação displicente pode gerar um xeque mate.

No caso de nossa vida, temos a certeza de que esta carne é perecível, porém devemos temer aquele que pode destruir a nossa alma. E é claro que o coisa ruim não virá a nós de rabo, vermelho e com um par de chifres. Virá travestido de anjo de luz (Lucifer).

Com um filme legalzinho e piedosinho. Com uma musica bacana que distorce só um pouco a verdade. Um conceito misericordioso que negue a justiça, e por aí vai.

Nós nos transformamos naquilo que consumimos, já diria o sábio poeta (ou alguém iluminado por aí). Portanto, cuidado com o que anda te alimentando, e o que está sendo alimentado dentro de ti.

“Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (Jo 6,35).

Leia sobre Escuta: http://blog.cristolibertador.com/quem-escuta-pode-obedecer-quem-obedece-conseguiu-escutar/

Acesse mais textos de nosso Fundador: http://blog.cristolibertador.com/tag/palavra-de-fundador/

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