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O caminho do coração

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Não, esse não é um livro de autoajuda que vai te ensinar a conquistar o coração da morena, isso você vai ter que aprender em algum livro sobre namoro. Henri Nouwen, em “O caminho do Coração”, aborda três pontos para que a gente consiga ter uma espiritualidade potencializada.

“Retira-te do mundo, fica em silêncio e ora sempre”, essas foram as palavras que Ansênio, cidadão romano do Século IV, escutou quando perguntou a Deus como poderia ser salvo. E a partir daí colocou em prática na sua vida, se tornando um dos grandes padres do deserto.

E sabe qual é a boa disso? Essas palavras não morreram, mas são fontes de salvação nos dias atuais. Solidão, silêncio e oração são tão ou mais necessários hoje quanto naqueles tempos.

Não somos monges!

“Mas como/pra que viver isso tudo?”. “Como silenciar num mundo barulhento?”. “Como ficar sozinho com tanta rede social?”. “Isso é coisa de monge e eu sou leigo”.

De fato, os monges vivem isso de maneira mais acentuada, mas cada um no seu estado de vida pode sim treinar e aprender essas virtudes que se complementam. Ou seja, a oração me ajuda a silenciar, o silêncio me ajuda a ficar só, a solidão me ajuda a orar e esse ciclo virtuoso é bem mais interessante do que nosso como barulho.

A Oração

“Orar é descer, com a mente, ao coração, e ali se colocar diante da face onipresente e onisciente dentro de si”.

É assim que Teófano, o recluso, descreve a oração. Já Nouwen diz que a oração é incessante, a tudo inclui e se sustenta por orações breves. Somando essas duas definições, nós podemos moldar nossa oração!

A Oração top é quando a todo o momento (incessante) direcionamos tudo (a tudo inclui) o que pensamos (nossa mente) para um lugar interior onde não temos divisões (coração). Para isso, em diversos momentos do dia precisamos rezar.

O Silêncio

Henri Nouwen fala do silêncio como solução para toda a prolixidade dos dias atuais. A gente fala, fala, fala e as palavras perderam valor, porque além de tudo, muito do que falamos acaba sendo bobagem. Também falando muito, acabamos nos conformando com esse mundo. O silêncio nos ensina a falar e quando falar, nos faz peregrinos nessa terra, pois almejamos mais a Vida Eterna.

Quem muito fala, pouco escuta. Quem muito fala é como uma casa com portas e janelas abertas num dia frio: a lareira não da conta de aquecer. E no momento em que um visitante chegar com frio e precisando se esquentar, ele não vai encontrar nada mais do que uma chama fraca.

A Solidão

Nosso mundo é marcado pela compulsão. Quando os padres do deserto se isolaram, eles queriam aprender a lidar com os demônios, aqueles que os atormentavam. Na solidão, nós primeiro nos encontramos com nós mesmos, depois descobrimos os nossos demônios e lutamos contra eles, para então nos encontrarmos com o Senhor.

Quem teve a graça de encontrar alguns padres que emergiam depois de anos no deserto, percebeu como eles estavam mais sábios e compassivos. Quando aprendermos a encaixarmos momentos de solidão na nossa agenda corrida, nós nos aproximaremos disso.

Leia o livro!

Eu resumi de maneira simplista alguns dos conceitos do livro, mas se o tema te interessou, se você quer ser alguém que ora melhor, que silencia mais e que fica mais a sós com seu Senhor, vale a pena comprar e ler.

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Grande abraço
Deus te abençoe!

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